Roteiro Amsterdão

Amsterdão

3 dias em Amsterdão é mais do que suficiente para conhecer a cidade, isto sem incluir museus e demais atracções. Há muito que tinha o desejo em regressar e conhecer melhor esta cidade. Comprei a viagem numa promoção em Setembro do ano passado, ficou super barato por isso compensou o tempo de espera.

Confesso que na altura arrependi-me de ter marcado apenas 3 dias para a cidade. Será que dá para ver tudo? Vamos andar a correr e não ver nada, pensei eu. E o tempo que se perde entre apanhar voo, aeroportos, chegar ao hotel… bom, digo-vos que foi mais que suficiente, cheguei exausta a casa é certo mas viemos com o objectivo cumprido. Sobretudo porque a nossa ideia era fugir de museus e apenas absorver a cidade, as ruas, visitar algumas lojas, passar por locais emblemáticos… passear sobretudo!

Antes da viagem, marcar hotel

Desta vez, e por serem apenas duas noites, decidimos reservar hotel. Tarefa pouco fácil, porque apercebi-me que os hotéis no centro da cidade são super caros e pior, muitos estavam esgotados três meses antes da partida. Por recomendação da Ana Gomes escolhi o The Student Hotel City que fica a 10 min do centro da cidade – a melhor recomendação, tanto que hoje sou eu a recomendar a quem me lê. O hotel é super giro, com uma decoração jovem e arrojada, diferente do habitual. O preço compensa tendo em conta a experiência, e a localização acabou por ser ideal… tem metro à porta, eléctricos a poucos metros e é possível alugarem bicicletas por 9€ o dia.

Do Aeroporto ao Hotel

Esqueçam lá o Uber, porque pelo que me disseram fica-vos cerca de 50€ a viagem. Na realidade a cidade tem um bom sistema de transportes e foi por essa via que optámos. No aeroporto podem apanhar o comboio que vos leva directamente para Amsterdão numa viagem rápida e cómoda (o bilhete custa cerca de 5€). No nosso caso, foram cerca de 30 minutos até ao hotel – combóio até á estação Zuik e depois metro até à porta do hotel (literalmente). Na estação de metro comprámos o bilhete para três dias que permite andar de metro, autocarro e eléctrico à vontade durante esse período de tempo.

Mas não se esqueçam de dar uma oportunidade à bicicleta

Porque foi das experiências mais giras que tive por Amsterdão. Num dos dias, optámos por alugar bicicletas no hotel e pedalar pela cidade. Uma aventura, porque é preciso ir mesmo com muita atenção e cuidado, sobretudo porque não estamos habituados e há uns quanto ciclistas loucos pela cidade. Depois foi estacionar a bicicleta e percorrer as várias áreas da cidade a pé. Vale muito a pena.

Preparados para conhecer a cidade?

Tenho o hábito de preparar as minhas viagens com alguma antecedência e a melhor maneira de o fazer é criar um google maps e organizar os locais que quero ir por tipologia, até porque é possível guardarem este mapa em modo offline e consultarem-no a qualquer momento no vosso telefone. Partilho abaixo o meu com vocês.

Para além disso, consultei alguns blogs de referência e falei com alguns locals, um agradecimento especial à Tatiana do blog Way of Style Journal por me ter feito uma super guia cheio de referências para comer e para passear, muitas delas partilho aqui convosco.

Aterrámos na sexta-feira, e optámos por conhecer no primeiro dia a zona sul, também por ser mais perto do nosso hotel. E aqui foi um pouco ir à descoberta de mapa na mão. Percorremos as ruazinhas do bairro De Pijp. Por lá visitámos um dos grandes mercados da zona que está aberto de 2ª a Sábado, o Albert Cuyp Market onde tivemos oportunidade de provar pela primeira vez as stroopwafels. Quentinhas, feitas no momento, impossível resistir a esta bolacha típica holandesa que pode ser também um bom presente para levar no regresso, vendem-se também em pacotinhos mais pequenos.

Nesta zona podem também visitar o Heineken Experience e ainda alguns dos museus mais conhecidos da cidade: o Rijksmuseum, o Museu Van Gogh e claro, tirar uma foto no tão conhecido I AMsterdam. Passámos também por um dos jardins mais icónicos da cidade, o Vondelpark que fica também na mesma área. E sim, fizemos esta zona toda a pé, Amsterdão é uma cidade tão plana que nem custa fazer uma boa caminhada.

Para jantar posso recomendar o Café Panache, que reservei por email com alguns dias de antecedência e ainda bem, estava completamente lotado. Um local trendy, bom para beber um copo e para um jantar num ambiente agitado mas ao mesmo tempo intimista.

O segundo dia em Amsterdão começou cedo com um pequeno-almoço refastelado no The Breakfast Club (que era a dois passos do hotel). Já conhecia o espaço na minha última visita a Londres (em Shoreditch) e deu-me aquela saudade das panquecas maravilhosas. O sítio é todo um charme, faz lembrar imenso o nosso café Nicolau em Lisboa e a ementa é sobretudo dedicada a amantes de pequenos almoços. Energias repostas, prontos para pedalar pela cidade, este foi o dia escolhido para percorrer Amsterdão de bicicleta. Com muita calma fomos até à zona centro em pouco mais de 10 minutos.

Pedalámos até ao centro da cidade na zona do Red light District, mais precisamente até ao Nieuwmarkt onde deixámos a bicicleta, de modo a caminhar um pouco e conhecer aquela área. Aos sábados podem visitar por aqui o mercado orgânico na praça, ideal para provar sabores holandeses, comprar flores, sementes, queijos, frutas e vegetais. Caminhámos até National Monument passando também pela rua Damrak. Nesta zona podem visitar o Madame Tussauds e as galerias Bijenkorf onde encontram algumas das maiores marcas de luxo de moda e beleza (entre outras áreas).

Segundo ponto de paragem, as 9 Straatjes e a meu ver a zona mais charmosa da cidade. De bicicleta chegámos lá em poucos minutos. Esta zona está repleta de lojas de moda (muitos estilistas locais), beleza e cafezinhos bonitos que convidam a entrar. Tivemos a sorte de apanhar um dia soalheiro, a cidade estava muito mais vibrante que o habitual. Esplanadas cheias, e muitas pessoas à porta de casa com o seu copo de vinho branco a aproveitar o momento.

Nesta zona tinha em mente almoçar pelo famoso café/loja Pluik que ainda assim mereceu a visita e até algumas compras (tem loiças lindas). O espaço é muito bonito e visualmente apelativo como podem constatar pelas fotos – infelizmente não conseguimos comer por lá, a fila de espera era enorme.

Prosseguimos de bicicleta até à zona Jordaan, onde podem visitar a casa da Anne Frank (não foi o nosso caso precisamente por já temermos as longas filas de turistas). Por aqui visitámos mais um mercado de rua biológico em Noordermarkt que acabou por ser a escolha para o almoço. Para sobremesa, uma fatia da melhor tarte de maçã de Amsterdão (segundo os entendidos) na Winkel 43. Não sei se será mesmo a melhor, mas não há nada como uma tarte quentinha e crocante para recuperar depois da longa caminhada. Valeu a pena esperar 10 minutos na fila, era deliciosa.

Para quem como eu adora beleza, recomendo visita à loja Skins nas 9 Straatjes, onde podem encontrar marcas de luxo tais como Laura Mercier, Le Labo, Dyptique, entre outras.

Continuámos a nossa visita pela zona do mercado das flores, até porque tinha em mente visitar algumas lojas desta zona que adoro e que infelizmente não temos por cá, a & Other Stories, a Topshop e a Urban Outfitters. Se foi um dia preenchido? Muito, mas deu claramente para perceber que Amsterdão é uma cidade fácil de conhecer e onde cada rua, cada canal tem um encanto.

Nesse dia jantámos pelo Foodhallen, uma espécie de Mercado de Campo de Ourique lá do sítio. DJ ao vivo, muita gente, poucas mesas e alguma dificuldade em conseguir um lugar (infelizmente) mas com uma oferta variada de comida, para todos os gostos! Optámos pelo Dim Sum que estava para lá de bom.

Seguimos a pé até ao centro, desta vez para conhecer um pouco melhor a noite de Amsterdão. Nada como um cocktail ou um copo de vinho num dos bares mais cool da cidade, o The Hoxton Hotel, para fechar o dia.

Terceiro e último dia! Pequeno-almoço incrível (e saudável) no Coffee & Coconuts – a sério, este merece mesmo a visita. O sítio é giro, enorme mas a verdade é que enche rápido por isso nada como ir cedo. Outros locais neste bairro que não tive oportunidade de conhecer mas que me recomendaram: o Bakers & Roasters e o The Avocado Show. Ao domingo, o bairro De Pijp estava meio adormecido, portanto prosseguimos até  à zona centro (mais uma vez) para um último passeio.

No regresso nunca é demais alertar para o facto do aeroporto de Amsterdão ter a segurança muito apertada e ser bastante confuso (eu pelo menos achei), daí recomendar irem com pelo menos duas horas de antecedência. Três dias que passaram a correr é certo mas que foram a escapadinha perfeita para conhecer a cidade. Valeu muito a pena!